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Complexo Dulombi, Boé e Tchetche (DBT)


Projeto de Apoio a Consolidação de um Sistema de Áreas Protegidas na Faixa Florestal do Sudoeste da Guiné-Bissau tem como objetivo a criação de cinco novas Unidades de Conservação no Interior continental da Guiné-Bissau, composto por dois Parques Nacionais, o de Boé e o de Dulombi, e três Corredores de Fauna: Tchetche, Salifo e Cuntabani.

O Sistema Nacional de Áreas Protegidas da Guiné-Bissau (SNAP) cobre atualmente só os ecossistemas costeiros e insulares, deixando de fora o interior continental onde o problema da conservação e proteção de ecossistemas, habitats e espécies de grande valor ecológico se impõem com devida urgência devido a enormes pressões em que se encontram. Nesta perspetiva, o IBAP, com o apoio dos seus parceiros, em especial do GEF e do PNUD, pretende restabelecer os desequilíbrios que se verificam no atual SNAP.

                         

Os objetivos do Projeto

O principal objetivo do projeto é o de conservar o conjunto dos ecossistemas representativos do interior continental da Guiné-Bissau, a fauna e a flora e os seus respetivos habitats, numa perpetiva transfronteiriça, integrando o complexo terrestre de Dulombi-Boé-Tchetche (DBT) no Sistema Nacional de AP´s.

 

Pretende-se assim:

Estabelecer um quadro de governação para expansão do SNAP no interior continental;

Melhorar a capacidade institucional para a criação e gestão de AP Terrestre alargada e representativa;

Aplicar a abordagem da gestão participativa no Complexo DBT.

 

As Zonas de Intervenção

A zona de intervenção do projeto abrange os Sectores administrativos de Boé, Galomaro-Cossé, Xitole e Quebo, respetivamente nas regiões de Gabú, Bafatá e Tombali, cobrindo também uma faixa ao longo do Rio Corubal.

Após mais de uma década de trabalhos, que começaram como inventário faunístico ao nível nacional, o projeto é implementado já há três anos pelo IBAP, com o apoio dos seus parceiros como PNUD, GEF e a Fundação Tchimbo.

As novas unidades de conservação incluirão não só os habitats e as zonas críticas para a grande fauna presente, como os seus corredores de migração transfronteiriços, assegurando a conectividade entre os Parques dos países vizinhos, os novos Parques e os Parques costeiros da Guiné-Bissau, em especial o de Cufada e o de Cantanhez.

 

A Biodiversidade no Complexo DBT

A zona é caraterizada pela sua grande diversidade de ecossistemas (palmeirais, matas ciliares, florestas húmidas, florestas de galerias e diferentes tipos de savanas), zonas húmidas ("vendus", rios e riachos) e pela grande diversidade deespécies, especialmente da grande fauna característica da África Ocidental. No domínio da conservação fazem ainda parte as áreas sagradas e as florestas comunitárias.O Complexo Dulombi-Boé-Tchetche (DBT) cobre quase 319 000 hectares de território

O Complexo DBT é particularmente rico em fauna e flora. Os futuros Parques Nacionais de Dulombi e Boé incluem recursos ornitológicos importantes, tanto a nível regional como a nível nacional, contendo algumas espécies características das savanas e subtropicais, como espécies aquáticas e algumas migradoras que utilizam os vendus e os diferentes cursos de água. Esta área é também reconhecida como uma Área Internacional de Aves (lBA).

Para além de aves, a região também oferece refúgio a muitos mamíferos emblemáticos de grande porte, tais como elefantes africanos (Loxodonta africana), hipopótamos (Hippopotamus amphibious), o elande (Taurotragus derbianus) e chimpanzés ameaçados (Pan troglodytes). Leopardos (Panthera pardus) e leões (Panthera leo) já foram vistos no passado, mas estima-se que a sua população tenha estado a diminuir nas últimas décadas.

Também se pode encontrar vários répteis de grande porte (Crocodylus niloticus). A zona é igualmente muito importante para diferentes espécies de primatas, salientando-se o caso do chimpanzé ocidental, espécie ameaçada, mas que se encontra presente através de inúmeros bandos. Esta é uma das espécies mais emblemáticas do futuro Parque de Boé. Por isso, a proteção do seu habitat na região é mesmo de uma prioridade absoluta.

Por outro lado, de acordo com um estudo efetuado na década de 90, a área de Dulombi constitui a área de maior biodiversidade do país, algumas plantas endémicas, com 164 espécies de aves, 10 espécies de primatas, 13 carnívoros 17 ungulados entre os quais multas espécies raras e ameaçadas.

 

Outros Estatutos do Complexo

Lagoa de Wendu Tcham - Sitio Ramsar, 2015 - Zona húmida de importância mundial.

 

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