Parque Nacional Marinho João Vieira e Poilão

A maior colónia da Tartarugas marinhas do continente africano

Localização Geográfica

 

O Parque Nacional Marinho de João Vieira e Poilão está situado na parte sudoeste do Arquipélago dos Bijagós a 10°47’ – 11°07’N e 15°36’ 15°47’W. O Parque cobre uma superfície de 49 500 ha (495 km²) e compreende 4 ilhas principais (João Vieira, Cavalo, Meio e Poilão) e três ilhéus (Baixo das Gaivotas).

 

Data da Criação: Agosto de 2000 Decreto 6-A/2000. Tutela institucional: Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP).

 

Comunidades Humanas Residentes

As ilhas do Parque não têm habitantes residentes em permanência, as quatro ilhas principais são propriedades tradicional de quatro aldeias (tabancas) das ilhas de Canhabaque, cujo habitantes periodicamente as utilizam para a cultura de arroz, colheita de produtos da palmeira e a realização de cerimónias religiosas.

Caracterização Ambintal

As ilhas do Parque possuem uma cobertura florestal do tipo guineense sub-húmido e palmeiras. Os povoamentos de palmeiras (Elaeïs guineensis) constituem a formação vegetal dominante, a que se associam outras espécies arbóreas, arbustivas e herbáceas. Nas zonas intermareais desenvolvem-se os mangais.

Fauna

As praias do Parque são frequentadas por três espécies de tartarugas-marinhas, a tartartaruga-verde (Chelonia mydas), a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) e a tartaruga-olivacea (Lepidochelys olivacea). Estudos levados a cabo em 2000 e 2001, em Poilão, permitiram contabilizar cerca de 7 000 fêmeas reprodutoras de tartaruga-verde. Para esta espécie, a ilha de Poilão representa o lugar de desova mais importante de todo o Atlântico Oriental.

O Parque acolhe também mamíferos marinhos, nomeadamente duas espécies de golfinhos (Sousa teuszil e Tursiops iruncatus). A ictiofauna do Parque é rica e diversificada. Os peixes mais comuns pertencem ao género Cararix, Luljanus, Epinephelus e a família dos Tubarões. Uma importante comunidade de aves piscívoras reproduzem-se no Parque, particularmente as andorinhas-do-mar (Sterna maxima e Sterna Caspia). As gaivinas-negras (Chilidonias niger) são particularmente numerosas como invernantes. Uma das espécies carismáticas do Parque é o papagaio-cinzento (Psittacus erithacus) que se encontra ameaçado ao nível da sub-região.

Os objetivos principais de sua designação

Proteção da biodiversidade e dos ecossistemas insulares. Conservação das tartarugas-marinhas e das aves aquáticas coloniais. Proteção e valorização do património cultural Bijagó. Contribuição para a regeneração dos recursos haliêuticos. Desenvolvimento do ecoturismo.

Outros Estatutos do Parque:Reserva da Biosfera – 16 Abril de 1996, UNESCO, Sítio Ramsar – Zona húmida de importância mundial e Dom à Terra: 18 Março de 2001, WWF.

Galeria PNO

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